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Tipo do documento: Tese
Título: A Cinesiofobia e sua relação com as lesões esportivas e com a autoeficácia em atletas de alto rendimento.
Autor: Silva, Bruno Gilberto de Melo e 
Primeiro orientador: Santana, Suely de Melo
Primeiro membro da banca: Veiga, Paulo Henrique Altran
Segundo membro da banca: Uchoa, Érica Patricia Borba Lira
Terceiro membro da banca: Oliveira, Rodrigo Ribeiro de
Quarto membro da banca: Maia, Juliana Netto
Resumo: Introdução: O esporte de alto rendimento (EAR) é definido como uma atividade física extenuante e prolongada, na qual os atletas, em geral, enfrentam numerosas circunstâncias estressantes para aprimorar seu rendimento, a partir de dimensões técnicas, táticas, físicas, sociais e emocionais. A cinesiofobia consiste em um debilitante e excessivo medo de realizar movimentos e atividades esportivas, para impedir recaídas ou uma nova lesão. A autoeficácia, por sua vez, refere-se às crenças que uma pessoa tem acerca da sua capacidade de organizar e executar ações requeridas, no intuito de alcançar determinados níveis de desempenho. Objetivo: O objetivo da tese foi analisar a relação da Cinesiofobia com as lesões esportivas e com a percepção de autoeficácia dos atletas de alto rendimento e partiu do pressuposto de que a limitação do rendimento de um atleta lesionado, provocada pela dor, é um fator estressor que afeta o seu desempenho. Método: O estudo teve um delineamento de caráter quantitativo, observacional, descritivo-analítico e de corte transversal. Para coleta de dados foram utilizados um questionário socioclínico, elaborado pelo pesquisador responsável, contendo dados, como: nome, idade, sexo, modalidade esportiva, tempo de prática e posição na equipe; os instrumentos utilizados foram a Escala de Tampa para Cinesiofobia (ETC), o Questionário Nórdico de sintomas osteomusculares (QNSO) e a escala de autoeficácia geral percebida (EAGP). Resultados: A população do estudo foi composta por 105 atletas, sendo 75,2% (n=79) do sexo masculino e 24,8% (n=26) do sexo feminino. A média de idade dos participantes foi de 25,16 ± 5,32 anos e o tempo médio de prática esportiva por atleta foi de 10,34± 5,99 anos. A modalidade esportiva mais prevalente foi o Futebol (33,3%, n=35) e os sintomas osteomusculares predominantes foram na região do joelho (55,2%, n=58), seguido da região lombar (49,5%, n=52). O futebol americano foi a modalidade na qual mais se relataram sintomas osteomusculares, em todas as regiões avaliadas, sendo, portanto, a que têm a maior concentração de dor. Ademais, um percentual de 39,05% (n= 41) da amostra apresentou cinesiofobia alta, enquanto que 41% (n= 43) apresentou autoeficácia alta. Observou-se uma relação entre a ETC e o QNSO, de onde se verificou diferenças estatisticamente significativas quanto ao aparecimento de sintomas durante os últimos sete dias. Os indivíduos com cinesiofobia baixa foram os mesmos que apresentaram autoeficácia alta, enquanto que os atletas que tiveram lesão muscular apresentaram cinesiofobia. Considerações finais: Nesta pesquisa, demonstrou-se que o risco à cinesiofobia, diretamente proporcional à incidência de baixa autoeficácia, pode servir de empecilho à capacidade de um atleta profissional de executar as ações exigidas em níveis de alto rendimento. Esta condição influencia na forma de agir e na forma de enfrentar e superar situações desafiantes de maneira mais segura.
Abstract: Introduction: High-performance sport (RAS) is defined as a strenuous and prolonged physical activity, in which athletes, in general, face numerous stressful circumstances to improve their performance, from technical, tactical, physical, social and emotional dimensions. Kinesiophobia consists of a debilitating and excessive fear of performing movements and sports activities, to prevent relapses or a new injury. Self-efficacy, in turn, refers to a person's beliefs about their ability to organize and perform required actions in order to achieve certain levels of performance. Objective: The objective of this thesis was to analyze the relationship between kinesiophobia and sports injuries and the perception of self-efficacy of high-performance athletes, and based on the assumption that the limitation of the performance of an injured athlete caused by pain is a stressor which affects your performance. Methods: The study had a quantitative, observational, descriptive-analytical and cross-sectional design. For data collection, a socioclinic questionnaire was developed by the leading researcher containing data such as: name, age, sex, sports modality, practice time and position in the team; The instruments used were: the Tampa Scale for Kinesiophobia (TSK), the Nordic Musculoskeletal Symptom Questionnaire (QNSO) and the Perceived General Self Efficacy Scale (EAGP). Results: The study population was composed of 105 athletes, with 75.2% (n = 79) males and 24.8% (n = 26) females. The mean age of the participants was 25.16 ± 5.32 years and the mean time of athletic practice per athlete was 10.34 ± 5.99 years. The most prevalent sporting modality was football (33.3%, n = 35) and the predominant musculoskeletal symptoms were in the knee region (55.2%, n = 58), followed by the lumbar region (49.5%, n = 52). American football was the modality in which most musculoskeletal symptoms were reported in all the regions evaluated and, therefore, they have the highest concentration of pain. In addition, a percentage of 39.05% (n = 41) from the sample presented high kinesiophobia, while 41% (n = 43) presented high self-efficacy. There was a relationship between TSK and QNSO, from which there were statistically significant differences in the appearance of symptoms during the last seven days. The individuals with low kinesiophobia were the same ones who presented high self-efficacy, while the athletes who had muscle injury presented kinesiophobia. Last Considerations: In this research, the risk of kinesiophobia, directly proportional to the incidence of low self-efficacy, has been shown to be a hindrance to the ability of a professional athlete to perform the required actions at high performance levels. This condition influences how to act and how to deal with and overcome challenging situations more safely.
Palavras-chave: Psicologia aplicada
Traumatismos em atletas
Autoeficácia
Teses
Applied Psychology
Athletic injuries
Self-efficacy
Theses
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Católica de Pernambuco
Sigla da instituição: UNICAP
Departamento: Departamento de Pós-Graduação
Programa: Doutorado em Psicologia Clínica
Citação: SILVA, Bruno Gilberto de Melo e. A Cinesiofobia e sua relação com as lesões esportivas e com a autoeficácia em atletas de alto rendimento. 2019. 93 f. Tese (Doutorado) - Universidade Católica de Pernambuco. Pró-reitoria Acadêmica. Coordenação Geral de Pós-graduação. Doutorado em Psicologia clínica, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://tede2.unicap.br:8080/handle/tede/1144
Data de defesa: 26-Apr-2019
Appears in Collections:Psicologia Clinica

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