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Please use this identifier to cite or link to this item: http://tede2.unicap.br:8080/handle/tede/1233
Tipo do documento: Tese
Título: Filosofia como retórica: uma leitura de Nietzsche.
Autor: Perrusi, Martha Solange 
Primeiro orientador: Efken, Karl Heinz
Primeiro membro da banca: Dias, Rosa Maria
Segundo membro da banca: Melo Neto, João Evangelista Tude de
Terceiro membro da banca: Silva, Eleonoura Enoque da
Quarto membro da banca: Azevedo, Nadia Pereira da Silva Gonçalves de
Resumo: Nietzsche trabalhou a linguagem como cientista da linguagem, isto é, como filólogo, e, posteriormente, como filósofo da linguagem. Pretendemos, com esta pesquisa, demarcar o universo da tematização da linguagem de Nietzsche, em que pese o problema a ser investigado por esta tese: se a filosofia só é possível pela linguagem, e a linguagem é retórica, seria, também, a filosofia retórica? Nossa fonte principal para desenvolver a tese foram os textos de juventude do filósofo. A tese foi dividida em três capítulos. O primeiro visa a investigar método; para isso, trabalhamos, principalmente, com dois textos do filósofo: Homero e a Filologia clássica (1869) e Cinco prefácios para cinco livros não escritos (1872) em diálogo com comentadores. Os temas principais desse capítulo foram a filologia e a interpretação. No segundo capítulo, trabalhamos três textos principais, Da Origem da linguagem (1869), Sobre verdade e mentira no sentido extramoral (1872) e Curso de retórica (1872). A intenção do capítulo foi discutir os textos em que Nietzsche se dedica exclusivamente à questão da linguagem. De um lado, a linguagem é resultado de transposições metafóricas; de outro, ela é resultado de artifícios retóricos. Julgamos ver uma sinonímia entre as duas formas de descrever a linguagem. Na seção 3 do Curso de retórica, Nietzsche afirma que a linguagem é retórica. Dedicamos o terceiro capítulo a discutir a retórica e outros elementos da linguagem em O Nascimento da tragédia (1872), História da eloquência grega (1872) e, por fim, A filosofia na era trágica dos gregos (1873), texto em que Nietzsche afirma que o que é próprio da filosofia na época trágica e o que os filósofos fazem se trata de transposições metafóricas. Consideramos que a filosofia seja retórica por conta da analogia com as transposições metafóricas. Por fim, discutimos como Sócrates, Platão e Aristóteles trataram a retórica para, enfim, concluirmos com o filósofo do futuro nietzschiano.
Abstract: Nietzsche worked on language as scientist of language, that is, as a philologist, and later as a philosopher of language. We intend, with this research, to demarcate the universe of Nietzsche's thematization of language, in spite of the problem to be investigated by this thesis: if philosophy is possible only through language, and language is rhetoric, would philosophy also be rhetorical? Our main source for developing the thesis was the philosopher's youth texts. The thesis was divided into three chapters. The first aims to investigate method; for this, we work mainly with two texts by the philosopher: Homer and Classical Philology (1869) and Five prefaces for five unwritten books (1872) in dialogue with commentators. The main themes of this chapter were philology and interpretation. In the second chapter, we work on three main texts, On the Origin of Language (1869), On Truth and Lie in the Extramoral sense (1872) and Lecture Notes on Rhetoric (1872). The intention of the chapter was to discuss the texts in which Nietzsche focuses exclusively on the matter of language. On the one hand, language is the result of metaphorical transpositions; on the other, it is the result of rhetorical devices. We think we see a synonym between the two ways of describing language. In section 3 of the Lecture Notes on Rhetoric, Nietzsche asserts that language is rhetorical. We devoted the third chapter to discussing rhetoric and other elements of language in The Birth of Tragedy (1872), History of Greek Eloquence (1872) and, finally, Philosophy in the Tragic Era of the Greeks (1873), a text in which Nietzsche states that what is characteristic of philosophy in the tragic era and what philosophers do is metaphorical transpositions. We consider philosophy to be rhetorical because of the analogy with metaphorical transpositions. Finally, we discuss how Socrates, Plato, and Aristotle dealt with rhetoric in order to, eventually, conclude with the philosopher of the Nietzschean future.
Nietzsche ha trabajado con el lenguaje como científico del lenguaje, o sea, como filólogo, y, luego, como filósofo del lenguaje. Buscamos, con esa investigación, demarcar el universo de la tematización del lenguaje de Nietzsche, pese a que el problema a ser investigado por esa tesis: si la filosofía solamente es posible por el lenguaje, y el lenguaje es retórico ¿también la filosofía vendría a ser retórica? Los textos de la juventud del filósofo fueron nuestra principal fuente para desarrollar la tesis. La tesis se divide en tres capítulos. El primero busca investigar el método, para ello trabajamos, principalmente, con dos textos del filósofo: Homero y la Filología clásica (1869) y Cinco prólogos para cinco libros no escritos (1872) en diálogo con comentaristas. Los principales temas de este capítulo fueron la filología y la interpretación. En el segundo capítulo, trabajamos tres textos principales, Sobre el Origen del lenguaje (1869), Sobre la verdad y la mentira en sentido extramoral (1872) e Escritos sobre retórica (1872). De una banda, el lenguaje resulta de transposiciones metafóricas, de otra es resultado de artificios retóricos. Entendemos que hay una sinonimia entre las dos formas de describir el lenguaje. En la sección 3 de Escritos sobre retórica, Nietzsche afirma que el lenguaje es retórico. Dedicamos el tercer capítulo a discutir acerca de la retórica y de otros elementos del lenguaje en El Nacimiento de la tragedia (1872), Historia de la elocuencia griega (1872) y, por fin, La filosofía en la época trágica de los griegos (1873), texto en que Nietzsche afirma que lo que es propio de la filosofía en la época trágica y lo que hacen los filósofos son transposiciones metafóricas. Consideramos que la filosofía sea retórica por la analogía con las transposiciones metafóricas. Por fin, discutimos como Sócrates, Plato y Aristóteles han tratado a la retórica, para, al final, concluir con el filósofo del futuro nietzscheano.
Palavras-chave: Teses
Linguística
Retórica
Linguagem - Filosofia
Theses
Linguistics
Rhetoric
Language - Philosophy
Área(s) do CNPq: LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Católica de Pernambuco
Sigla da instituição: UNICAP
Departamento: Departamento de Pós-Graduação
Programa: Doutorado em Ciências da Linguagem
Citação: PERRUSI, Martha Solange. Filosofia como retórica : uma leitura de Nietzsche . 2019. 138 f. Tese (Doutorado) - Universidade Católica de Pernambuco. Pró-Reitoria Acadêmica. Coordenação Geral de Pós-Graduação. Doutorado em Ciências da Linguagem, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://tede2.unicap.br:8080/handle/tede/1233
Data de defesa: 6-Jun-2019
Appears in Collections:Ciencias da Linguagem

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