@PHDTHESIS{ 2019:1720239834, title = {"Dislexic sight words" (dsw) e intervenção fonoaudiológica em escolares com dislexia.}, year = {2019}, url = "http://tede2.unicap.br:8080/handle/tede/1177", abstract = "Dificuldades no domínio do conhecimento ortográfico podem impactar a escolarização formal em diversas medidas, tendo em vista que a leitura e a escrita são fundamentais ao longo do percurso acadêmico. A relação mais transparente entre fonologia e ortografia no que se refere à língua portuguesa, parece produzir problemas menos graves para a leitura. Na dislexia, o foco dos estudos tem sido nas dificuldades de leitura, com menor quantidade de pesquisas sobre o processamento ortográfico. Esta pesquisa tem como objetivo geral investigar a viabilidade de uma lista de 60 palavras, frequentemente escritas de modo incorreto por escolares com dislexia, inspirado na metodologia que utiliza listas de ‘sight words’ no ensino de palavras de alta frequência na língua inglesa, e como objetivos específicos, categorizar e comparar os erros na escrita das palavras pelos escolares com e sem dislexia. Participaram desta pesquisa 60 escolares, sendo 30 com dislexia (GD) e 30 sem dislexia (GDS), do 3o ao 6o ano do Ensino Fundamental, divididos em oito grupos de acordo com o ano de escolaridade: GD3, GD4, GD5 e GD6 e GSD3, GSD4, GSD5 e GSD6 e 30 profissionais que atuam com escolares com distúrbios de aprendizagem e dislexia. A primeira etapa da coleta de dados consistiu na aplicação de um questionário a 30 profissionais, os quais foram solicitados a declarar 40 palavras frequentemente escritas de modo incorreto por escolares com dislexia. Em seguida, foi concebida uma lista das 60 palavras mais citadas pelos profissionais. Todos os escolares do GD e do GSD realizaram um ditado das 60 palavras. Os resultados desta pesquisa permitiram concluir que houve diferença estatisticamente significante no desempenho ortográfico do GD comparado ao GSD ao escrever a lista de 60 palavras denominada ‘Dyslexic Sight Words’. O número de palavras escritas de modo incorreto diminuiu ao longo da escolaridade nos dois grupos, mas no GD as dificuldades persistem por um tempo maior, observando-se uma maior variedade de formas ortográficas. O número alto de erros cometidos pelo GD ao escrever palavras que parecem ser comuns no seu dia a dia viabiliza o uso de listas de palavras para apoiar o ensino da ortografia para escolares disléxicos. Baseado na classificação ortográfica de Zorzi (1998), os escolares do GD apresentaram uma maior quantidade de erros por representações múltiplas (relacionados às irregularidades na relação fonema e grafema), por apoio da oralidade (influência dos padrões da fala na escrita), ausência do acento agudo e ausência do til e trocas surdas-sonoras (dificuldades em distinguir os aspectos sonoros que diferenciam um fonema do outro). Nos escolares do GSD, os erros mais frequentes foram praticamente os mesmos do GD, com exceção das trocas surdas-sonoras e ausência do til. O estudo ora apresentado contribuiu para o desenvolvimento de aplicativos que contemplam atividades para intervir nas dificuldades ortográficas de escolares com dislexia, tendo em vista que ensinar ortografia com o apoio de ferramentas tecnológicas pode ser mais atraente para escolares com dificuldades de aprendizagem, em especial, a dislexia.", publisher = {Universidade Católica de Pernambuco}, scholl = {Doutorado em Ciências da Linguagem}, note = {Departamento de Pós-Graduação} }