Produção e aplicação de biossurfactantes para uso em molhos para saladas.
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Universidade Católica de Pernambuco
The rapid development of biotechnology and increasing environmental awareness among
producers and consumers are using organic products in the market's preference. It
considered their physical-chemical properties to be the use of biosurfactants that are part of
these potential compound groups in a variety of industrial and biotechnological applications,
such as food additives, cosmetics and detergents. Compared to chemical surfactants they
have many advantages as they are biodegradable and less toxic. In this sense, the present
study aimed to select biosurfactant-producing microorganisms from two Candidas species
(C. guilliermondii and C. lipolytica) cultivated in different carbon sources (glucose, sugar
cane honey and frying residual oil)) and nitrogen (yeast extract, urea and millocin). After
selection of the microorganism and production medium, the bio-surfer was tested for surface
tension, emulsion activity and toxicity using the Artemia salina microcrustacean, vegetable
seeds and onion (Allium cepa) as bioindicator. Then, Gas Chromatography (GC), Infrared
(IR) and Nuclear Magnetic Resonance (NMR) analyzes were conducted for structural
characterization of the biomolecule. According to the results obtained, it was observed that in
Candida models cultivated in 5.0% oil, 5.0% milk and 5.0% residual frying oil were selected
as the best biosurfactant producer after a reduction of water surface tension from 71 mN / m
to 30mN / m and a yield of 21g / L with a Critical Micellar Concentration of 0.7 g / L. Isolated
biosurfactant has no toxicity on microcrustaceans Artemia salina, Allium cepa and neither as
vegetable seeds tested. Regarding the characterization revealed that the biosurfactant
studied is a glycolipid. All the mayonnaise analyzed remained stable, with no pathogenic
microorganisms. Biosurfactant isolated from C. guilliermondii has potential as a bioemulsifier
for application in the food industry.
O rápido desenvolvimento da biotecnologia e o aumento da consciência ambiental
entre os produtores e consumidores estão colocando os produtos biológicos na preferência
do mercado. Devido suas propriedades físico-químicas, os biossurfactantes tornam-se um
grupo atrativo de compostos com uso potencial em uma variedade de aplicações industriais
e biotecnológicas, como aditivos em alimentos, cosméticos e detergentes. Em comparação
com os surfactantes químicos têm muitas vantagens, pois são, biodegradáveis e menos
tóxicos. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo a selecionar micro-organimos
produtores de biossurfactantes a partir de duas espécies de Candidas (C. guilhermondi e C.
lipolytica) cultivadas em diferentes fontes de carbono (glicose, melaço de cana e óleo
residual de fritura) e nitrogênio (extrato de levedura, ureia e milhocina) e produzir
biossurfactante com propriedades emulsificantes para aplicação como aditivo em sistemas
alimentares. Para a seleção do micro-organismo e do meio de produção, os biossurfactantes
produzidos foram testados quanto à tensão superficial, atividade de emulsificação e
rendimento. O biossurfactante selecionado foi avaliado quanto à toxicidade usando o
microcrustáceo Artemia salina, sementes de vegetais (Brassica oleracea, Solanum
lycopersicum e Cucumis anguria) e da cebola (Allium cepa) como bioindicadores. Em
seguida, análises por Cromatografia Gasosa (GC), Infravermelho (IV) e Ressonância
Magnética Nuclear (RMN) foram conduzidas para a caracterização estrutural da
biomolécula. A propriedade emulsificante do biossurfactante foi testada na formulação de
sete tipos diferentes de molhos (tipo maionese). De acordo com os resultados obtidos foi
observado que a Candida guillhermodii cultivada em meio contendo 5,0% de melaço, 5,0%
de milhocina e 5,0% do óleo de fritura residual foi selecionado como o melhor produtor de
biossurfactante, apresentando uma redução da tensão superficial da água de 71 mN/m para
de 28mN/m e um rendimento de 21g/L com uma Concentração Micelar Crítica de 0,7 g/L. O
biossurfactante isolado não apresentou toxicidade frente aos bioindicadores. A
caracterização estrutural revelou que o biossurfactante estudado é um glicolipídeo. Todas as
maioneses analisadas, contendo biossurfactante produzido por C. guilliermondii após um
mês de armazenamento refrigerado mantiveram-se estáveis, com ausência de microorganismos patogênicos. O biossurfactante isolado a partir de C. guilliermondii apresentou
potencial como bioemulsificante para aplicação na indústria de alimentos.
Descrição
Citação
LIRA, Isabela Regina Alvares da Silva. Produção e aplicação de biossurfactantes para uso em molhos para saladas. 2020. 100 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Pernambuco. Pró-reitoria Acadêmica. Curso de Mestrado em Desenvolvimento de Processos Ambientais, 2020.
