Universidade Católica de Pernambuco

Sistema de Publicação Eletrônica de Teses e Dissertações

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Submissões Recentes

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    Racismo estrutural e o discurso de ódio em rede.
    (UNICAP, 2024-04-29) Albuquerque Júnior, Amaury Soares de
    Objetiva-se com esta pesquisa analisar o discurso de ódio racista no Twitter-X pela hashtag #VidasNegrasImportam, atentando para os processos de desvalorização da causa afirmativa contra o racismo estrutural no Brasil. Demonstrar como as comunidades discursivas estão organizadas no ambiente online de forma a corroborar para a construção de discursos de ódio racista dentro da rede social. Discutir como a dialogicidade está interligada ao processo enunciativo de usuários do Twitter-X que têm o discurso de ódio como elemento constituinte da sua fala. Como processo metodológico, os enunciados serão analisados pela perspectiva da Análise Dialógica do Discurso, visando o processo interacional que constituem os sujeitos a partir das práticas enunciativas. Tendo em vista que entendemos a construção do discurso de ódio racista como um método de opressão pelo discurso e pela estrutura racista das relações, levaremos em consideração os estudos acerca de “Racismo Estrutural”, proposto por Silvio Almeida, (2019). E noções bakhtinianas sobre os aspectos da linguagem, sua visão dialógica, de posicionamento axiológico dos interlocutores. Foram utilizadas as obras Problema da Poética de Dostoiévisk (2010), dialogismo, polêmica; Gêneros do Discurso (2016), gênero discursivo, signo ideológico, hetorodiscurso; e Marxismo e Filosofia da Linguagem, de Volóshinov (2018), enunciado, polêmica; para embasar as categorias base desta pesquisa. Tentamos, deste modo, responder a pergunta norteadora: Em que medida o racismo estrutural impulsiona o discurso de ódio nas interações em rede social? O resultado traz à tona o descaso com a vida das pessoas pretas no Brasil, não somente por pessoas numa relação de poder visivelmente superior, mas alcança uma proporção discursiva que ignora até mesmo o direito à vida que temos todos nós, sobretudo as crianças e adolescentes. Como contribuição desta pesquisa, é possível identificar um olhar para as causas raciais sob a perspectiva da linguagem; além de apontarmos para o entendimento do dialogismo em uma esfera mais complexa e amalgamada nas interações sociais.
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    Nossa Senhora Aparecida: uma mariologia a partir da peregrinação.
    (UNICAP, 2025-08-15) Cavalcanti, Maria Lilian Silva
    O presente trabalho tem como objetivo fazer uma mariologia a partir das peregrinações ao santuário de Nossa Senhora Aparecida, sob uma perspectiva que a enquadra como uma Nossa Senhora Negra. Ao longo da leitura do livro O Peregrino e o Convertido: a religião em movimento, da socióloga francesa Danièle Hervieu-Léger, foi percebida uma correlação com o tema de Nossa Senhora, que pode ser aprofundado a partir dos estudos da pesquisadora. Isto porque a socióloga revela dados que evidenciam um incremento e reavivamento das peregrinações na atualidade, entre outras características, dentro de uma dinâmica das novas expressões da fé e das “novas representações do sagrado” no Ocidente. Aliado a isso, acompanhando os mais recentes documentos da Igreja a respeito do papel de Maria no Plano Salvífico de Deus, é possível traçar o perfil do papel de Maria ao longo da História e de como a sua importância vai sendo construída e elaborada a partir de diversos elementos simbólicos em harmonia com cada contexto histórico. Desde o Concílio de Éfeso (431) - quando é declarada “theotokos” - até a da mãe evangelizadora da América Latina, alcunha a ela atribuída em recente documento da Igreja - há um longo caminho, que pode ser interpretado como uma verdadeira peregrinação.
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    Saul e Davi, os reis carnavalizados na bíblia hebraica: uma leitura de 1 e 2 Samuel e 1 Reis a partir do conceito de carnavalização e da sátira menipéia.
    (UNICAP, 2025-04-28) Gonçalves, Luciene Lima
    Nesta pesquisa buscou-se compreender a jornada dos personagens bíblicos Saul e Davi como personagens carnavalizados. Para tanto foi necessário seguir os meandros da literatura em geral para fixar o olhar em uma literatura específica: a literatura bíblica. Para alcançar a trajetória desses dois personagens traçar um itinerário mostrou-se uma exigência. Buscou-se entender como o humor foi galgando seu espaço no mundo literário, sua importância, seus destaques, seus representantes, sua consolidação. Foi possível falar de humor na Bíblia pela constatação da presença dele na literatura bíblica e judaica. Após esse trabalho, a aproximação aos personagens de Saul e Davi deu-se pela análise narrativa. Depois da apresentação da narratividade, parecia o momento de discutir o conceito de carnavalização de Mikhail Bakhtin, mas antes foi necessário mergulhar na compreensão de carnaval desse autor chegando a uma cosmovisão carnavalesca. A compreensão do carnaval como festa popular, tendo a praça como espaço público onde a liberdade é alcançada, onde as regras são quebradas, tornou possível transpor esse ambiente físico, cultural, social para a dimensão literária. A literatura clássica em geral, tem como personagens deuses, heróis, pessoas pertencentes aos estratos sociais mais elevados. Na carnavalização da literatura, as camadas mais baixas da escala social ocupam o centro das narrativas, são protagonistas. O conceito de carnavalização de Bakhtin possibilita a aproximação do universo dos dois primeiros monarcas da história do povo da Bíblia, Saul e Davi. Nos livros de 1 e 2 Samuel suas trajetórias se entrelaçam através de elementos próprios da carnavalização, tais como, o tema da coroação-destronação, dos duplos, e das situações representativas do alto e do baixo, situações-limites, além do elemento escatológico presente nas relações envolvendo os dois personagens. Há humor na Bíblia, ele pode ser reconhecido através da carnavalização da literatura constatada nos livros 1e2 Samuel e 1Rs.
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    A educação para a emancipação na docência do ensino religioso: debates à luz da Pedagogia Histórico-Crítica.
    (UNICAP, 2025-11-21) Miranda, Antonio Michel de Jesus de Oliveira
    A gênese da Educação brasileira, de relutante alicerce ideológico, de matriz político-religiosa, expõe um Ensino Religioso servil a preceitos educativos travestidos de confessionalidade e catequese. Confrontando esta premissa com o agora Ensino Religioso “sobrevivente” no Currículo educacional de uma nação constitucionalizada laica e culturalmente plural, regido pelo artigo 33, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 1996), que deveria assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa brasileira sem proselitismos, cabendo agora, um modelo de ensino que o “quebrasse” como ponte, dentro das escolas, servil ao acesso da propagação das ideologias de uma sociedade marcadamente religiosa-educacional, burocrático-normativa, homogênea-discriminatória. Sendo estas conjecturas ratificadas, a partir das teorias de Currículo, quando percebidas as relações de poder por sobre o conhecimento, à serviço de classes hegemônicas. Assim, discutiu-se qual pedagogia agora caberia a este componente, para uma docência capaz de favorecer a compreensão crítica da sociedade, não mais lhe conferindo um ensino de reafirmação do Status quo. Esta docência se baseia na Pedagogia Histórico-crítica, criada por Dermeval Saviani, a partir do materialismo histórico-dialético de Marx, visando ao aluno uma compreensão da sociedade de forma crítica, democrática, equânime e seu papel de cidadão consciente, que ao valorizar saberes historicamente construídos, uma didática emancipatória na sua docência, poderá eclodir. Diante dessas premissas, esta tese emergiu da seguinte problemática: quais as contribuições da Pedagogia Histórico-Crítica para a docência do ER, tendo em vista a promoção de um ensino emancipatório? Tendo como objetivo geral: analisar as contribuições da pedagogia histórico-crítica para a docência do ER, tendo em vista a promoção de um ensino emancipatório. E específicos: Reconhecer os aportes teóricos, históricos e legais das Ciências da Religião e do Ensino Religioso, focando concepções de Currículo e formação docente; aprofundar os pressupostos teóricos da Pedagogia Histórico-Crítica e suas metodologias que buscam a emancipação por meio da relação entre teoria e prática social; discutir e refletir, à luz da concepção histórico-crítica, as DCNCRE e a BNCC para o Ensino Religioso, visando uma docência emancipatória e a superação do caráter doutrinário que antes era conferido à área. Diante dos objetivos traçados, optou-se pela pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, como a metodologia que melhor nos ajudaria na obtenção da resposta à nossa problemática. E para fundamentarmos nossas discussões, contamos com teóricos como: Dermeval Saviani (2013; 2018); Freire (1982), Giroux (1986); Candau (2008); Bourdieu (1984); Stuart Hall (1997); Boaventura de Sousa Santos (2006): bell hooks (1994); Engels e Marx (2007); Da Costa e Ibiapino (2024); Junior(2006); Nóvoa (1992); Marinho e Peternella (2018); Veiga (2004); Apple (2008); Silva (1999); Junqueira (2015); (Lorenz (2018); Tomaz Tadeu da Silva (1999); Arroyo (2011); Miranda (2019; 2020); Libâneo (2013) e outros. Diante das discussões pudemos perceber que a Pedagogia histórico-crítica, é uma via que potencializa a promoção de um ensino emancipatório e assim, o rompimento doutrinário de alicerce colonial que ainda pode ser pungente no trato pedagógico do Ensino Religioso.
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    Espiritismo, de doutrina filosófica à religião do livro: entre controvérsias, livros e cânone.
    (UNICAP, 2025-09-19) Lira Neto, Luís Jorge
    Esta pesquisa verificou a trajetória do Espiritismo, um caso particular do Espiritualismo Moderno, movimento espiritualista iniciado nos Estados Unidos da América em 1848. Aqui analisado como um fato sociocultural e transnacional. Em trânsito pelo Ocidente chega à França e é recepcionado por uma cultura imersa no ideal iluminista tardio. Ressignifica como Doutrina Filosófica em 1857, a proposta conciliatória de Allan Kardec para o dilema da modernidade entre fé e razão. De retorno ao continente americano, aporta no Brasil e se defronta com uma sociedade de religiosidade singular, sincrética, mística e receptiva ao espiritual. Toma, então, características de uma Religião Cristã, processo imerso em controvérsias e discussões se o Espiritismo é religião ou não e, ademais, sob pressões externas, do Estado, da Igreja e da classe médica. Com o intuito de analisar as transmudações socioculturais do Espiritismo, esta tese objetiva demonstrar o processo de transformação do Espiritismo em Religião do Livro, na linha judaico-cristã, frente às narrativas dos grupos espíritas em controvérsias doutrinárias e a transformação das obras fundamentais espíritas em Cânone sacralizado. E em específico, mostrar a evolução histórico-cultural do Movimento Espírita Francês, contextualizado como um fato social; identificar as causas que levaram o Espiritismo no Brasil a ter características de Religião Cristã e suas singularidades frente à matriz francesa; apresentar os principais grupos espíritas em controvérsias no Brasil, identificando os argumentos que embasam suas disputas, sob a perspectiva da Teoria de Campo Religioso de Pierre F. Bourdieu, além de identificar o contexto e; verificar os fatores que caracterizam o Espiritismo como uma Religião do Livro, entendido como um sistema articulado com base em um livro profético, sacralizado num Cânone, uma religião de referência e uma comunidade de seguidores. O aporte metodológico está ancorado em pesquisa bibliográfica e documental, em fontes primárias e secundárias das obras espíritas e no acervo do Projeto Allan Kardec da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que deram condições de mapear as configurações do Espiritismo em culturas e sociedades diferenciadas. Identificada a centralidade no Livro e nos Evangelhos intrínsecos ao Espiritismo, foi aplicado modelo de análise de formação de Cânone de religião letrada, adaptado de José S. Croatto e Aldo N. Terrin para verificar o sistema de crenças e de práticas espíritas, resultando na constatação da configuração do Espiritismo na França como Religião Filosófica e Letrada, identificada com a secularidade, enquanto no Brasil apresentou configuração de Religião Cristã do Livro, de identidade de mística letrada, porém, ambas situadas na modernidade.