Entre o atraso e a falta de civilização: representações do hinterland pernambucano a partir das correspondências publicadas no diário de Pernambuco (1850-1870).
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Universidade Católica de Pernambuco
In the mid-nineteenth century, precisely between 1853 and 1854, the corresponding
practice from the interior of the Pernambuco regions began to play a leading role in the main
leaf of the province: the Diario de Pernambuco. So much so that, gradually, correspondents
began to appear that even compromised with the newspaper to send periodically a
retrospective and/or panorama about the (uns)successes of its region. Despite having
undergone changes during the period studied, it can be said that the practice was of great
importance in enjoying the attention of a considerable part of the literate political elites of the
Pernambuco hinterland. The present research sought to identify and analyze the
representations of delay and (in)civilization from the publications made about the
Pernambuco counties, except for Recife, paying attention to the discourses-images contained in these correspondences, published between 1850 and 1870. the interior and the capital or, between the interior culture and the uses and customs of the capital, we take these correspondents as cultural mediators, since they ended up translating realities and worlds for both spaces, making or reinforcing representations now about the (rural) interior , sometimes about the urban (capital). We sought to describe and analyze the main representations of what were considered features or images of the civilized, modern world and / or of progress, or, on the contrary, the backwardness and uncivilization, as highlighted, for example, by the figure. from the matuto as a figure-man opposed to progress and representative of backwardness, thus clashing with the sense-representation constructed later by the coastal intellectuals.
A meados do século XIX, precisamente entre 1853 e 1854, a prática correspondente
desde o interior das comarcas pernambucanas passou a cobrar protagonismo na principal
folha da província de então: o Diario de Pernambuco. Tanto é assim que, paulatinamente,
foram surgindo correspondentes noticiadores que chegaram, inclusive, a se comprometer com
o jornal em enviar periodicamente um retrospecto e/ou panorama sobre os (in)sucessos de sua
região. Apesar de ter passado por trasnformações ao longo do período estudado, pode-se dizer
que a prática teve grande importância ao gozar da atenção de parte considerável das elites
políticas letradas do hinterland pernambucano. A presente pesquisa procurou identificar e
analisar as representações de atraso e (in)civilização a partir das publicações realizadas acerca
das comarcas pernambucanas, exceto a do Recife, atentando para os discursos-imagens
contidas nessas correspondências, publicadas entre 1850 e 1870. Ao transitarem entre o
interior e a capital ou, entre a cultura interiorana e os usos e costumes da capital, tomamos
esses correspondentes enquanto mediadores culturais, já que acabavam por traduzir realidades
e mundos para ambos os espaços, fabricando ou reforçando representações ora sobre o
interior (rural), ora sobre o urbano (capital). Procurou-se descrever e analisar as principais
represetações daquilo que se considerava características ou imagens do mundo civilizado,
moderno, e/ou do progresso, ou, do seu contrário, o atraso e a incivilização, tal como se
destacava, por exemplo, a figura do matuto como homem-figura contrário ao progresso e
representante do atraso, chocando, portanto, com o sentido-representação construído
posteriormente pelos intelectuais do litoral.
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Citação
SANTOS, João Paulo Pedro dos. Entre o atraso e a falta de civilização : representações do hinterland pernambucano a partir das correspondências publicadas no diário de Pernambuco (1850-1870). 2019. 109 fl. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em História. Mestrado em História, 2019.
