Controles e resistências no processo de informatização da Corte de Justiça Pernambucana (1983-1992).
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Universidade Católica de Pernambuco
The process of informatization of Pernambuco’s Judiciary Power (PJPE) took place in the
1980’s, moment in which companies and public agencies such as Companhia de Eletricidade
de Pernambuco (Celpe), Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa),
Departamento de Trânsito (Detran) and the Secretaria de Administração do Estado, amongst
others, adopted electronic data processing to modernize the services offered to Pernambuco’s
society. The presidency of the State’s Court obtained financial resources with the State’s
Government so that the Centro de Prestação de Serviços Técnicos de Pernambuco (Cetepe)
would develop and implement a computerized system destined to distribute and keep in check
the lawsuits that moved around Recife’s county courts. In december of 1986, the system,
named Infojus, started operating. The informatization of the Palace of Justice, however,
started in the year of 1988 with the acquisition of the license for the use of softwares from a
private informatics company, with the system being implemented by the end of July of 1989.
The modernization, represented by a new work method combined with the use of
technological resources under the sponsorship of Pernambuco’s Court of Justice leaders,
found resistance by part of PJPE’s judges and public servers. Nevertheless, the
informatization of the services came to be, supported by legal measures that coerced the
opposing actions to this goal.
O processo de informatização do Poder Judiciário de Pernambuco (PJPE) ocorreu na década
de 1980, momento em que empresas e órgãos públicos como a Companhia de Eletricidade de
Pernambuco (Celpe), a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o
Departamento de Trânsito (Detran) e a Secretaria de Administração do Estado, dentre outros,
adotaram o processamento de dados eletrônicos para modernizar os serviços ofertados à
sociedade pernambucana. A presidência do Tribunal de Justiça obteve recursos financeiros
junto ao Governo do Estado de Pernambuco para que o Centro de Prestação de Serviços
Técnicos de Pernambuco (Cetepe) desenvolvesse e implantasse um sistema informatizado
destinado à distribuição e ao acompanhamento dos processos que tramitavam nas varas
judiciais da comarca de Recife. Em dezembro de 1986, o sistema, que recebeu o nome de
Infojus, entrou em operação. Já a informatização no Palácio da Justiça começou no ano de
1988, com a aquisição da licença de uso de softwares de uma empresa privada de informática,
tendo o sistema sido implantado no final de julho de 1989. A modernização, representada por
uma nova metodologia de trabalho atrelada ao uso de recursos tecnológicos, sob o patrocínio
dos dirigentes da Corte de Justiça pernambucana, encontrou resistência por parte de juízes e
servidores públicos do PJPE. Apesar disso, a informatização dos serviços prestados foi
realizada, amparada por medidas legais que coagiram as ações contrárias a esse objetivo.
Descrição
Citação
CAVALCANTI, João Carlos Gonçalves. Controles e resistências no processo de informatização da Corte de Justiça Pernambucana (1983-1992). 2020. 232 f. : il. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em História. Mestrado em História, 2020.
