Convivência entre gerações na dinâmica conjugal e parental: desafios e potencialidades em um estudo biopsicossocial.

dc.contributor.authorAureliano, Rodrigo de Oliveira
dc.date.accessioned2026-07-09T18:58:14Z
dc.date.available2026-07-09T18:58:14Z
dc.date.issued2026-02-24
dc.descriptionTese em texto completo.
dc.description.abstractA longevidade delineia uma tendência global que transforma a demografia, molda a qualidade de vida e a dinâmica familiar, promovendo processos de qualidade positiva e negativa entre os membros da família. Esta tese teve como objetivo compreender como o microssistema avós-netos repercute no relacionamento conjugal dos pais, na perspectiva destes. Especificamente, buscou-se identificar como se dá a relação avós, pais e netos na família; bem como analisar os aspectos positivos e negativos do microssistema avós e netos na vida do casal; além de captar se há conflitos nos mesossistemas e havendo como são resolvidos. Para tanto, a pesquisa utilizou o método qualitativo, transversal, com uma amostra por conveniência. Os participantes desta amostra foram oito (08) pais, sendo seis (06) do sexo feminino e dois (02) do sexo masculino, casados ou em união estável, heterossexuais, com idades entre 33 e 68 anos, convidados a responder aos instrumentos de coleta de dados. Como instrumentos de coleta, aplicaram-se uma entrevista, com questões alinhadas aos objetivos da pesquisa e conduzida de forma semidirigida, e um questionário biossociodemográfico. Fundamentou-se teoricamente na perspectiva bioecológica do desenvolvimento humano, considerando a família como um sistema sociocultural aberto e dinâmico, cujas inter-relações se constituem especialmente entre microssistema e mesossistemas e se modificam ao longo do cronossistema. De forma geral, os resultados indicam que o microssistema avós-netos exerce influência ambivalente sobre a conjugalidade dos pais. Destacam-se o apoio instrumental e emocional dos avós, a centralidade dos processos proximais intergeracionais, a redefinição do papel dos avós na contemporaneidade e a dimensão temporal das relações familiares, elementos que favorecem a relação conjugal e a redução da sobrecarga parental, sobretudo quando há fronteiras intergeracionais bem estabelecidas. Também emergem aspectos tensionadores, como a interferência direta do microssistema avós-netos no subsistema conjugal, a fragilidade das fronteiras familiares quando as inter-relações são de qualidade negativa, a ativação de conteúdos transgeracionais e o deslocamento de conflitos intergeracionais para o relacionamento conjugal, especialmente em contextos de disputas de autoridade ou deslegitimação do casal parental. A Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano possibilitou integrar essas dimensões, evidenciando a conjugalidade como um processo relacional, contextual e historicamente situado, atravessado por múltiplos sistemas em interação. Dentre os achados, conclui-se que a intergeracionalidade se configura como um elemento central na constituição e na dinâmica das relações conjugais, atravessando-as de maneira bioecológica ao longo do ciclo vital. Tal processo evidencia-se nas interações recíprocas e contínuas entre os diferentes microssistemas familiares, revelando-se fundamental para a compreensão do desenvolvimento humano, das transformações familiares e das repercussões que emergem nas relações conjugais e parentais ao longo do tempo.pt
dc.description.abstractLongevity outlines a global trend that transforms demographics, shapes quality of life, and family dynamics, promoting both positive and negative processes among family members. This thesis aimed to understand how the grandparent–grandchild microsystem impacts the marital relationship of parents, from their perspective. Specifically, it sought to identify how relationships between grandparents, parents, and grandchildren occur within the family; to analyze the positive and negative aspects of the grandparent–grandchild microsystem in the couple’s life; and to examine whether conflicts arise within mesosystems and, if so, how they are resolved. To this end, the study adopted a qualitative, cross-sectional design with a convenience sample. Participants consisted of eight (08) parents, six (06) female and two (02) male, married or in stable unions, heterosexual, aged between 33 and 68 years, who were invited to respond to data collection instruments. The instruments included a semi-structured interview, aligned with the research objectives, and a biosociodemographic questionnaire. The study was theoretically grounded in the bioecological perspective of human development, considering the family as an open and dynamic sociocultural system, whose interrelationships are mainly constituted between microsystems and mesosystems and evolve over the chronosystem. Overall, the results indicate that the grandparent–grandchild microsystem exerts an ambivalent influence on parental conjugal relationships. Notable findings include the instrumental and emotional support provided by grandparents, the centrality of intergenerational proximal processes, the redefinition of the role of grandparents in contemporary society, and the temporal dimension of family relationships—elements that favor marital relationships and reduce parental burden, especially when intergenerational boundaries are well established. However, tension-generating aspects also emerged, such as the direct interference of the grandparent–grandchild microsystem in the marital subsystem, the fragility of family boundaries when interrelationships are of negative quality, the activation of transgenerational content, and the displacement of intergenerational conflicts into the marital relationship, particularly in contexts of authority disputes or delegitimization of the parental couple. The Bioecological Theory of Human Development enabled the integration of these dimensions, highlighting conjugality as a relational, contextual, and historically situated process, shaped by multiple interacting systems. Among the findings, it is concluded that intergenerationality constitutes a central element in the constitution and dynamics of marital relationships, permeating them in a bioecological manner throughout the life cycle. This process is evidenced in the reciprocal and continuous interactions among different family microsystems, proving fundamental for understanding human development, family transformations, and the repercussions that emerge in marital and parental relationships over time.en_US
dc.description.abstractLa longevidad se configura como una tendencia global que transforma la demografía, influye en la calidad de vida y redefine la dinámica familiar, promoviendo procesos tanto de carácter positivo como negativo entre los miembros de la familia. Esta tesis doctoral tuvo como objetivo comprender cómo el microsistema abuelos–nietos repercute en la relación conyugal de los padres, desde la perspectiva de estos. De manera específica, se buscó identificar cómo se configuran las relaciones entre abuelos, padres y nietos en el contexto familiar; analizar los aspectos positivos y negativos del microsistema abuelos–nietos en la vida conyugal; así como captar la presencia de conflictos en los mesosistemas y, cuando estos existen, comprender cómo son gestionados. Para ello, se adoptó un enfoque cualitativo, de corte transversal, con una muestra por conveniencia. Los participantes fueron ocho (08) padres, seis (06) mujeres y dos (02) hombres, casados o en unión estable heterosexual, con edades comprendidas entre los 33 y los 68 años. Los datos fueron recolectados mediante una entrevista semiestructurada, alineada con los objetivos de la investigación, y un cuestionario biosociodemográfico. El estudio se fundamentó teóricamente en la Teoría Bioecológica del Desarrollo Humano, considerando a la familia como un sistema sociocultural abierto y dinámico, cuyas relaciones se constituyen principalmente en los microsistemas y mesosistemas, y se transforman a lo largo del cronosistema. De manera general, los resultados indican que el microsistema abuelos–nietos ejerce una influencia ambivalente sobre la relación conyugal de los padres. Entre los aspectos favorecedores se destacan el apoyo instrumental y emocional de los abuelos, la centralidad de los procesos proximales intergeneracionales, la redefinición del rol de los abuelos en la contemporaneidad y la dimensión temporal de las relaciones familiares, elementos que favorecen la relación conyugal y la reducción de la sobrecarga parental, especialmente cuando existen límites intergeneracionales bien establecidos. Asimismo, emergen aspectos tensionantes, tales como la interferencia directa del microsistema abuelos–nietos en el subsistema conyugal, la fragilidad de los límites familiares cuando las interrelaciones presentan una calidad negativa, la activación de contenidos transgeneracionales y el desplazamiento de conflictos intergeneracionales hacia la relación conyugal, particularmente en contextos de disputas de autoridad o deslegitimación de la pareja parental. La Teoría Bioecológica del Desarrollo Humano permitió integrar estas dimensiones, evidenciando la conyugalidad como un proceso relacional, contextual e históricamente situado, atravesado por múltiples sistemas en interacción. Se concluye que la intergeneracionalidad se configura como un elemento central en la constitución y dinámica de las relaciones conyugales, atravesándolas de manera bioecológica a lo largo del ciclo vital. Dicho proceso se manifiesta en interacciones recíprocas y continuas entre los distintos subsistemas familiares, resultando fundamental para la comprensión del desarrollo humano, de las transformaciones familiares y de las repercusiones que emergen en las relaciones conyugales y parentales a lo largo del tiempo.es
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
dc.identifier.citationAURELIANO, Rodrigo de Oliveira. Convivência entre gerações na dinâmica conjugal e parental: desafios e potencialidades em um estudo biopsicossocial. 2026. 194 f. Tese (Doutorado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica. Doutorado em Psicologia Clínica, Recife, 2026. Disponível em: https://tede2.unicap.br/bitstreams/76a6d690-d43d-4696-8aa0-2a3366ea7155/download. Acesso em: 17 jun. 2026.
dc.identifier.urihttps://tede2.unicap.br/handle/123456789/2135
dc.language.isopt
dc.publisherUNICAP
dc.subjectTeses
dc.subjectFamília - Aspectos psíquicos
dc.subjectPsicologia social
dc.subjectAvós e netos
dc.subjectRelações com a família
dc.subjectRelações entre gerações
dc.titleConvivência entre gerações na dinâmica conjugal e parental: desafios e potencialidades em um estudo biopsicossocial.pt
dc.typeDissertation

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