Felicidade e o sujeito contemporâneo: uma análise a partir de Plotino e Santo Agostinho.
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Universidade Católica de Pernambuco
The problem of happiness has always been a question of philosophical doubts for human beings,
as subjects of relationships with themselves, with others and with the universe. For, from the
ancient Greeks to the current social context, we realize that this issue is still present in our daily
lives. However, when we address the issue of the happiness of the contemporary subject, we
are faced with situations that imply more elaborate and more detailed reflections, as it is a theme
that extends over time and has been demonstrating structural changes in society, consequently
in the daily life of contemporary subjects. For the question of happiness as a happy way of life,
it is necessary to understand the context in which this contemporary subject is found. Because,
in our analyses, he sees himself in a universe of experiences of seduction and desires that make
him understand that he is happy, however, these experiences do not satisfy him and he continues
to seek an illusory happiness. And for that, in the era of emptiness, where seduction and the ego
are increasingly valued, this contentment does not account for the desire for a happy life, even
because it is seductive, charming, but the existential emptiness remains in this subject of
relationships fluid and temporary. However, we seek from the philosophy of Plotinus and Saint
Augustine to build bridges with regard to happiness. Well, these theories come to demonstrate
that the human subject in his transit through earthly existence can reflect on the material values
lived and elect questions of a transcendental nature, such as the relationship with the Sacred,
allowing to reach happiness. In this way, the theoretical supports in Plotinus and Santo
Agostinho allow us subsidies to think about the search for happiness in the relationship with
the Sacred and from this understanding the contemporary subject can resignify for a new
beginning, as a happy way of life.
O problema da felicidade sempre foi uma questão de dúvidas filosóficas para o ser humano,
enquanto sujeito de relações com ele mesmo, com o outro e com o universo. Desde os gregos
antigos até o atual contexto social, percebemos que essa questão ainda continua presente em
nosso cotidiano. Contudo, quando aportamos a questão da felicidade do sujeito (homem)
contemporâneo, deparamo-nos com situações que implicam reflexões mais elaboradas e mais
detalhadas, por se tratar de um tema que se estende ao longo do tempo e vem demonstrando
mudanças de estrutura na sociedade, consequentemente no cotidiano dos sujeitos
contemporâneos. Para a questão da felicidade como uma forma de vida feliz, é necessário
compreender em que contexto se encontra esse sujeito contemporâneo, pois em nossas análises,
ele se vê em um universo de vivências de sedução, desejos e impulsionado para o
hiperconsumo, o que se faz necessário entender que é feliz. No entanto, essa vivência não o
satisfaz e ele continua a buscar uma felicidade ilusória. E para tanto, é na era do vazio, onde a
sedução e o ego estão cada vez mais valorizados, esse contentamento não dá conta do desejo
de uma vida feliz, mesmo porque ela é sedutora, encantadora, mas o vazio existencial
permanece nesse sujeito de relações fluidas e temporárias. Contudo, buscamos a partir da
filosofia de Plotino e Santo Agostinho fazer uma ponte no que diz respeito à felicidade, pois
essas teorias vêm demonstrar que o sujeito humano, em seu trânsito pela existência terrena,
pode refletir sobre os valores materiais vividos e eleger questões de natureza transcendental,
como a relação com o Sagrado, permitindo alcançar a felicidade. Desse modo, os suportes
teóricos em Plotino e Santo Agostinho nos permitem subsídios para pensar a busca pela
felicidade na relação com o Sagrado e, a partir dessa compreensão, o sujeito contemporâneo
pode ressignificar para um novo recomeço, como forma de vida feliz.
Descrição
Citação
LEITE, Marjone Socorro Farias de Vasconcelos. Felicidade e o sujeito contemporâneo: uma análise a partir de Plotino e Santo Agostinho. 2023. 184 f. Tese (Doutorado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião. Doutorado em Ciências da Religião, Recife, 2023.
