Modelos de negócios no cinema em Pernambuco.
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Universidade Católica de Pernambuco
This work analyzes business models in the film production of feature films in
Pernambuco in the last twenty years. The analytical framework of the analysis is the
creation of the Call for Proposals for Audiovisual Production in Pernambuco in 2008.
The study has two parts. The first decade (1997-2007), delimited between the launch
of Baile Perfumado, the first full-length retrospective, and the last edition of the
Funcultura of multiple languages (film, video and photography) was approached from
a historical perspective and a bibliographical review. In the second stage (2008-
2017), semi-structured interviews were conducted with producers and film producers
in the State. To the qualitative research of this stage were added data from the Fund
Pernambucano Incentive to Culture (Funcultura), the Sectorial Audiovisual Sector
(FSA) and the National Cinema Agency (ANCINE). The theoretical framework is the
idea of culture circuits of Stuart Hall and Richard Johnson. The making of cinema in
Pernambuco has become a business model, consolidating a productive chain
marked by the expertise of professionals. Public and private institutional factors have
contributed to this new format, but are still moving towards meeting gender equality
and regionalization. After two decades there is not only a new cycle of Pernambuco
cinema, but established circuits of culture and capital that move people, languages,
resources and results.
Este trabalho analisa modelos de negócios na produção cinematográfica de longasmetragens em Pernambuco nos últimos vinte anos. O marco divisor da análise é a
criação do Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco
em 2008. O estudo tem duas partes. A primeira década (1997-2007), delimitada
entre o lançamento de Baile Perfumado, primeiro longa-metragem pós retomada, e o
último Edital Funcultura de linguagens múltiplas (cinema, vídeo e fotografia), foi
abordada sob perspectiva histórica e revisão bibliográfica. Na segunda etapa (2008-
2017), realizaram-se entrevistas semiestruturadas com produtores e produtoras de
cinema no Estado. À pesquisa qualitativa desta etapa se acresceram dados do
Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), do Fundo Setorial do
Audiovisual (FSA) e da Agência Nacional do Cinema (ANCINE). O marco teórico é a
ideia de circuitos de cultura de Stuart Hall e Richard Johnson. O fazer cinema em
Pernambuco transformou-se em modelos de negócios, consolidando cadeia
produtiva marcada pela expertise de profissionais. Fatores institucionais públicos e
privados contribuíram para essa nova formatação, mas ainda se caminha ao
encontro de igualdade de gênero e regionalização efetivas. Passadas duas décadas
não se tem apenas novo ciclo do cinema pernambucano, mas circuitos de cultura e
capital estabelecidos, que movimentam pessoas, linguagens, recursos e resultados.
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Citação
MEDEIROS, Diego Ramos. Modelos de negócios no cinema em Pernambuco. 2019. 220 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Mestrado em Indústria Criativa, 2019.
