A criminalizaça o dos movimentos indígenas: uma análise a partir do pensamento crítico decolonial das sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre os povos Xukuru - Brasil e Mapuche – Chile.
| dc.contributor.author | Monteiro, Valde nia Brito | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-22T18:19:10Z | |
| dc.date.available | 2026-09-22T18:19:10Z | |
| dc.date.issued | 2024-07-27 | |
| dc.description | Tese em texto completo. | |
| dc.description.abstract | A matriz do pensamento decolonial permite desvelar e refletir sobre a conquista da América, contribuindo para explicar o processo e os efeitos da violência, pela dominação e exploração vividos pelos povos originários que resistiram/resistem até hoje a um padrão de poder vigente. A pertinência do tema está relacionada com a luta dos movimentos indígenas contra a espoliação do território dos povos originários e como se dá a criminalização da resistência, densamente marcada pela violência. A criminalização dos movimentos indígenas tem-se constituído em uma das principais problemáticas em todo o planeta, diante da crescente violação sistemática dos direitos dos povos tradicionais. Quanto à problematização, a pesquisa baseia-se nas seguintes perguntas: Independente dos regimes políticos, quais os fundamentos que amparam e reforçam a criminalização dos movimentos indígenas? Como se exteriorizam os mecanismos de criminalização dos movimentos indígenas a partir da judicialização do protesto social, da repressão política e da coação das lideranças? Como é possível, a partir do pensamento crítico decolonial, construir diretrizes que levem em consideração a luta dos povos indígenas pelo território? Os objetivos propõem-se a: 1. Aprofundar sobre a violência contra os povos indígenas – a partir dos estudos sobre o pensamento decolonial –, tendo como chave a colonialidade do Poder, Saber e Ser, a qual colabora para compreender o projeto de dominação, que tem sua origem no processo de colonização e se perpetua até os dias atuais, bem como a resistência como uma reação às estratégias de violência. 2. Desvendar as contradições do sistema e dos mecanismos não declarados da política de negação dos valores identitários da dignidade humana do sujeito/ativista do movimento indígena. 3. Analisar as lutas de resistência dos movimentos indígenas pelo reconhecimento de seus direitos frente a um processo de exclusão que é reforçado sistematicamente pela seletividade. 4. Analisar as sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos relacionadas aos povos Xukuru (BR) e Mapuche (CL), com o intuito de perceber se a colonialidade do poder, saber e ser encontra-se presente. A pesquisa é qualitativa, trazendo o enfoque exploratório. É qualitativa, porque traz aspectos da realidade social que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais. A pesquisa qualitativa levará em consideração o pensamento crítico de Hugo Zemelman, que enfatiza que: a. O conhecimento não é uma entidade fixa e objetiva, mas sim uma construção social. b. O pensamento crítico envolve a capacidade de questionar e analisar as estruturas sociais e as relações de poder. A análise das sentenças da Corte IDH, de alguma forma, responde ao modo como se operam os mecanismos legais de criminalização dos movimentos indígenas e a reprodução da violência estrutural, compreendendo o projeto de dominação e a colonialidade do direito. Enfim, as práticas ancestrais demonstram que são possíveis diretrizes políticas que levem em consideração a diversidade, as diversas formas de vida, as expressões culturais, os costumes e as práticas dos povos indígenas, afrodescendentes, quilombolas. | pt |
| dc.description.abstract | The decolonial thought matrix allows us to unveil and reflect on the conquest of the Americas, contributing to the explanation of the process and effects of violence, domination, and exploitation experienced by indigenous peoples who have resisted and continue to resist the prevailing power structure. The relevance of the topic is related to the struggle of indigenous movements against the expropriation of indigenous territories and the criminalization of resistance, which is densely marked by violence. The criminalization of indigenous movements has become one of the main issues worldwide due to the increasing systematic violation of the rights of traditional peoples. Regarding the problematization, the research is based on the following questions: Regardless of political regimes, what are the foundations that support and reinforce the criminalization of indigenous movements? How are the mechanisms of criminalization of indigenous movements manifested through the judicialization of social protest, political repression, and coercion of leaders? How is it possible, from the perspective of decolonial critical thought, to construct guidelines that consider the struggle of indigenous peoples for their territory? The objectives are proposed as follows: 1. To delve into the violence against indigenous peoples through the lens of decolonial thought, using the coloniality of Power, Knowledge, and Being as a key, which helps to understand the project of domination that originated in the colonization process and continues to this day, as well as resistance as a reaction to strategies of violence. 2. To unveil the contradictions of the system and the undeclared mechanisms of the policy of denying the identity values of human dignity of the indigenous movement subject/activist. 3. To analyze the resistance struggles of indigenous movements for the recognition of their rights in the face of an exclusion process that is systematically reinforced by selectivity. 4. To analyze the judgments of the Inter-American Court of Human Rights related to the Xukuru (BR) and Mapuche (CL) peoples, with the aim of understanding whether the coloniality of power, knowledge, and being is present. The research is qualitative, bringing an exploratory focus. It is qualitative because it addresses aspects of social reality that cannot be quantified, focusing on understanding and explaining the dynamics of social relations. The qualitative research will take into consideration the critical thinking of Hugo Zemelman, who emphasizes that: a. Knowledge is not a fixed and objective entity but a social construction. b. Critical thinking involves the ability to question and analyze social structures and power relations. The analysis of the judgments of the Inter-American Court of Human Rights, in some way, responds to how the legal mechanisms of criminalization of indigenous movements and the reproduction of structural violence operate, understanding the project of domination and the coloniality of law. Finally, ancestral practices demonstrate that political guidelines that consider diversity, various ways of life, cultural expressions, customs, and practices of indigenous peoples, Afro-descendants, and quilombolas are possible. | en_US |
| dc.description.abstract | La matriz del pensamiento decolonial permite desvelar y reflexionar sobre la conquista de América, contribuyendo a explicar el proceso y los efectos de la violencia, la dominación y la explotación vividos por los pueblos originarios que resistieron y resisten hasta hoy a un patrón de poder vigente. La pertinencia del tema está relacionada con la lucha de los movimientos indígenas contra la expoliación del territorio de los pueblos originarios y cómo se da la criminalización de la resistencia, densamente marcada por la violencia. La criminalización de los movimientos indígenas se ha constituido en una de las principales problemáticas en todo el planeta, ante la creciente violación sistemática de los derechos de los pueblos tradicionales. En cuanto a la problematización, la investigación se basa en las siguientes preguntas: Independientemente de los regímenes políticos, ¿cuáles son los fundamentos que amparan y refuerzan la criminalización de los movimientos indígenas? ¿Cómo se exteriorizan los mecanismos de criminalización de los movimientos indígenas a partir de la judicialización de la protesta social, la represión política y la coacción de las lideranzas? ¿Cómo es posible, desde el pensamiento crítico decolonial, construir directrices que tengan en cuenta la lucha de los pueblos indígenas por el territorio? Los objetivos se proponen a: 1. Profundizar sobre la violencia contra los pueblos indígenas -a partir de los estudios sobre el pensamiento decolonial-, teniendo como clave la colonialidad del Poder, Saber y Ser, la cual colabora para comprender el proyecto de dominación, que tiene su origen en el proceso de colonización y se perpetúa hasta los días actuales, así como la resistencia como una reacción a las estrategias de violencia. 2. Desvelar las contradicciones del sistema y los mecanismos no declarados de la política de negación de los valores identitarios de la dignidad humana del sujeto/activista del movimiento indígena. 3. Analizar las luchas de resistencia de los movimientos indígenas por el reconocimiento de sus derechos frente a un proceso de exclusión que es reforzado sistemáticamente por la selectividad. 4. Analizar las sentencias de la Corte Interamericana de Derechos Humanos relacionadas con los pueblos Xukuru (BR) y Mapuche (CL), con el fin de percibir si la colonialidad del poder, saber y ser se encuentra presente. La investigación es cualitativa, con un enfoque exploratorio. Es cualitativa porque aborda aspectos de la realidad social que no pueden ser cuantificados, centrándose en la comprensión y explicación de la dinámica de las relaciones sociales. La investigación cualitativa tendrá en cuenta el pensamiento crítico de Hugo Zemelman, quien enfatiza que: a. El conocimiento no es una entidad fija y objetiva, sino una construcción social. b. El pensamiento crítico implica la capacidad de cuestionar y analizar las estructuras sociales y las relaciones de poder. El análisis de las sentencias de la Corte IDH, de alguna manera, responde al modo en que operan los mecanismos legales de criminalización de los movimientos indígenas y la reproducción de la violencia estructural, comprendiendo el proyecto de dominación y la colonialidad del derecho. Finalmente, las prácticas ancestrales demuestran que son posibles directrices políticas que tengan en cuenta la diversidad, las diversas formas de vida, las expresiones culturales, las costumbres y las prácticas de los pueblos indígenas, afrodescendientes y quilombolas. | es |
| dc.identifier.citation | MONTEIRO, Valdênia Brito. A criminalizaça o dos movimentos indígenas: uma ana lise a partir do pensamento crí tico decolonial das sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre os povos Xukuru - Brasil e Mapuche – Chile. 2024. 219 f. Tese (Doutorado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Direito. Doutorado em Direito, Recife, 2024. | |
| dc.identifier.uri | https://tede2.unicap.br/handle/123456789/2164 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | UNICAP | |
| dc.subject | Teses | |
| dc.subject | Direitos humanos | |
| dc.subject | Índios Xukuru | |
| dc.subject | Índios Mapuche | |
| dc.subject | Índios da América do Sul | |
| dc.subject | Posse da terra | |
| dc.title | A criminalizaça o dos movimentos indígenas: uma análise a partir do pensamento crítico decolonial das sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre os povos Xukuru - Brasil e Mapuche – Chile. | pt |
| dc.type | Thesis |
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