Invisibilidade, silêncios e angústia: o suicídio de jovens LGBTQIA+ e o embate entre família, religiosidade e o desejo e direito de ser e pertencer.
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Universidade Católica de Pernambuco
The growing number of cases of religious intolerance and LGBTphobia on social media,
led by religious leaders and their hate speech, has contributed directly or indirectly to the
increase in cases of mental disorders, such as anxiety and depression, resulting in cases
of suicide among teenagers and young people. LGBTQIA+. Hermetic and cruel positions
exposed in LGBTphobic speeches given on the internet by religious leaders who endorse
situations of great suffering for non-heteronormative people and groups; instigating
people who belong to fundamentalist families to oppress their loved ones within their
homes, drunk by an exclusionary, prejudiced and distorted vision of the good news of the
practice of love, recommended by Jesus Christ, in the midst of social confinement as a
result of health standards for control Covid-19 pandemic, and overwhelmed by hate
speech on social media, gained exorbitant followers, who share the same stance. This
toxicity has had a great impact on the increase in Christian religious fundamentalisms that
demonize and reject everything that is contrary to their dogmas, increasing the mental
suffering of those they subjugate and mediocriizing the aggregating stance that religious
institutions should have, in environments of subjugation of the be deviant. The present
study leads us to reflect on how Brazil achieved the title of country with the highest levels
of anxiety in the world; at the same time that, according to the latest IBGE census, we
have a country with a greater number of churches than schools. In the same vein, Brazil
is going against the grain of the world with the increase in the number of suicide cases
among adolescents and young people, and, for the 14th time in a row, it leads the ranking
of countries that take the most lives of LGBTQIA+ people around the world. It is
necessary to state that none of this is a mere coincidence. The internet provided a
favorable environment to expand hate speech from conservative and fundamentalist
positions in families, under the Nazi motto of “God, country and family”, unifying three
of the main social institutions, equipping ideologies, rejecting diversities and differences
such as part of a project to perpetuate power. Even in an adverse scenario, there is
resistance, mobilizations of collectives for diversity. A significant part of civil society,
especially progressive churches, remains firm in the fight to guarantee the existence and
survival of plurality, respect and love, echoing the saying in the composition by Milton
Nascimento and Caetano Veloso: “any form of love is worth Too bad, any form of love
is worth loving. ”
A crescente dos casos de intolerância religiosa e LGBTfobia nas redes sociais,
protagonizadas por lideranças religiosas e seus discursos de ódio têm contribuído direta
ou indiretamente para o avanço dos casos de transtornos mentais, como ansiedade e
depressão, resultando de casos de suicídios de adolescentes e jovens LGBTQIA+.
Posicionamentos herméticos e cruéis expostos nos discursos LGBTfóbicos, proferidos na
internet por lideranças religiosas que endossam situações de grandes sofrimentos a
pessoas e a grupos não heteronormativos; instigando pessoas que pertencem a famílias
fundamentalistas a oprimirem seus entes dentro de seus lares, embebecidas por uma visão
excludente, preconceituosa e distorcida da boa notícia da prática do amor, preconizada
por Jesus Cristo, em meio ao confinamento social por consequência das normas
sanitárias para controle pandemiológico da Covid-19, e sobrepujadas pelos discursos de
ódio nas redes sociais, ganharam exorbitantes seguidores, que partilham da mesma
postura. Essa toxidade acarretou num grande impacto para o aumento dos
fundamentalismos religiosos cristãos que demonizam e rechaçam tudo aquilo que for
contrário aos seus dogmas, aumentando o sofrimento mental de seus subjugados e
mediocrizando a postura agregadora que deveriam ter as instituições religiosas, em
ambientes de subjugação do ser desviante. O presente estudo nos leva a refletir como o
Brasil alcançou o título de país com maiores números de ansiedade no mundo; ao mesmo
passo que, pelo último censo do IBGE, temos um país com um maior número de igrejas
do que de escolas. Na mesma toada, o Brasil está na contramão do mundo com o aumento
do número de casos de suicídios entre adolescentes e jovens, e, pela 14ª vez seguida,
lidera o ranking dos países que mais tiram vidas de pessoas LGBTQIA+ em todo o
mundo. É necessário afirmar que nada disto é mera coincidência. A internet proporcionou
um ambiente propício para ampliar o discurso de ódio a partir de posturas conservadoras
e fundamentalistas nas famílias, sob o lema nazista “Deus, Pátria e Família”, unificando
três das principais instituições sociais, aparelhando ideologias, rechaçando diversidades
e diferenças como parte de um projeto de perpetuação de poder. Mesmo em cenário
adverso, há resistências, mobilizações de coletivos pela diversidade. Significativa parte
da sociedade civil, especialmente igrejas progressistas se mantêm firmes na luta para
garantir a existência e a sobrevivência da pluralidade, do respeito e do amor, fazendo
ecoar o dito na composição de Milton Nascimento e Caetano Veloso: “qualquer maneira
de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar”.
Descrição
Palavras-chave
Teses, Tolerância religiosa, Fundamentalismo religioso, Discurso de ódio na Internet - Aspectos religiosos, Suicídio - Aspectos religiosos, Identidade de gênero, Theses, Religious tolerance, Religious fundamentalism, Hate speech on the Internet - Religious aspects, Suicide - Religious aspects, Gender identity
Citação
SANTOS, Jacquelane Bezerra dos. Invisibilidade, silêncios e angústia: o suicídio de jovens LGBTQIA+ e o embate entre família, religiosidade e o desejo e direito de ser e pertencer. 2024. 195 f. Tese (Doutorado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião. Doutorado em Ciências da Religião, Recife, 2024.
