Empreendedorismo nas mídias sociais e saúde mental.
| dc.contributor.author | Pessoa, Lucas Glasner | |
| dc.date.accessioned | 2026-06-15T21:58:48Z | |
| dc.date.available | 2026-06-15T21:58:48Z | |
| dc.date.issued | 2025-10-30 | |
| dc.description | Dissertação em texto completo. | |
| dc.description.abstract | As mídias sociais como o Instagram, TikTok e YouTube são plataformas que conectam pessoas a pessoas e estas a diversos conteúdos. Com o passar do tempo, elas deixaram de ser apenas redes de relacionamento para se tornarem plataformas de mediação de trabalho, onde a plataformização dita as regras de visibilidade e consumo. O problema central reside na pressão algorítmica que exige engajamento e presença constante dos usuários, impactando a saúde mental dos trabalhadores que empreendem utilizando plataformas desta categoria. É importante entender que empreendedorismo, nesse sentido, é qualquer tentativa de abrir ou expandir os negócios e, no Brasil, é uma tarefa permeada por vínculos de trabalhos frágeis, bicos e a implementação de termos como uberização, que aglomera em seu conceito a precarização do trabalho daqueles que se dizem empreendedores nas plataformas digitais. Portanto, esta pesquisa investigou as repercussões biopsicossociais de empreender utilizando as mídias sociais no contexto de precarização do trabalho. O estudo, de natureza qualitativa e transversal, foi realizado com cinco empreendedores da Região Metropolitana do Recife por meio de questionários e entrevistas semiestruturadas, com dados analisados pela análise de conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que o empreendedorismo é motivado principalmente pela necessidade, como desemprego e busca por renda, refletindo o cenário socioeconômico adverso. As mídias sociais são vistas como ferramentas essenciais para a divulgação e venda, mas impõem uma lógica de visibilidade constante e engajamento que gera sobrecarga de papéis, autocobrança e comparação. A instabilidade do negócio e a pressão algorítmica se revelaram fontes expressivas de estresse e ansiedade, influenciando na saúde mental dos participantes. Conclui-se que, embora o empreendedorismo digital seja uma alternativa de subsistência, a dinâmica de trabalho plataformizado, regida por uma lógica neoliberal de desempenho individual, fragiliza o bem-estar dos empreendedores que, por sua vez, desenvolvem estratégias de enfrentamento para mitigar os efeitos negativos em sua saúde mental. | pt |
| dc.description.abstract | Social media such as Instagram, TikTok, and YouTube are platforms that connect people to one another and to diverse forms of content. Over time, they have ceased to be merely social networking sites and have become platforms for mediating work, in which platformization dictates the rules of visibility and consumption. The central problem lies in the algorithmic pressure that demands constant engagement and presence from users, impacting the mental health of workers who undertake entrepreneurial activities using platforms of this nature. It is important to understand that entrepreneurship, in this sense, refers to any attempt to start or expand a business and, in Brazil, is a task permeated by fragile labor ties, gig work, and the implementation of terms such as “uberization,” which encompasses the precarization of the work of those who identify themselves as entrepreneurs on digital platforms. Therefore, this research investigated the biopsychosocial repercussions of undertaking entrepreneurial activities through social media within a context of labor precarization. This qualitative, cross-sectional study was conducted with five entrepreneurs from the Recife Metropolitan Region through questionnaires and semi-structured interviews, with data analyzed using Bardin’s content analysis. The results indicate that entrepreneurship is motivated primarily by necessity, such as unemployment and the search for income, reflecting an adverse socioeconomic scenario. Social media are viewed as essential tools for promotion and sales, but they impose a logic of constant visibility and engagement that generates role overload, self-imposed pressure, and comparison. Business instability and algorithmic pressure emerged as significant sources of stress and anxiety, influencing the participants’ mental health. It is concluded that, although digital entrepreneurship represents an alternative means of subsistence, the dynamics of platform-mediated work—governed by a neoliberal logic of individual performance—undermine the well-being of entrepreneurs, who in turn develop coping strategies to mitigate the negative effects on their mental health. | en_US |
| dc.identifier.citation | PESSOA, Lucas Glasner. Empreendedorismo nas mídias sociais e saúde mental. 2025. 70 f. Mestrado (Dissertação) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica. Mestrado Profissional em Psicologia Clínica, Recife, 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://tede2.unicap.br/handle/123456789/2131 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | UNICAP | |
| dc.subject | Saúde mental | |
| dc.subject | Psicologia clínica | |
| dc.subject | Empreendedorismo | |
| dc.subject | Redes sociais on-line | |
| dc.title | Empreendedorismo nas mídias sociais e saúde mental. | |
| dc.type | Dissertation |
