Repercussões na família de baixa renda diante do diagnóstico de Alzheimer na perspectiva do (a) cuidador (a) informal.
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Universidade Católica de Pernambuco
This research aimed to understand the repercussions on low-income families in face of an
older adult family member with Alzheimer's Disease (AD), from the perspective of the
caregiver. Specifically, it aimed to: (a) Characterize the perception of the family caregiver
regarding AD; (b) Understand the possible changes and reactions that occur within the family;
(c) Identify the feelings and needs experienced by the family caregiver during the monitoring
of this older adult; (d) Analyze coping strategies in view of the need for constant care of
patients with AD. This is a qualitative research that used the systemic approach as a
theoretical framework. The research participants were six women and one man, all family
caregivers of elder women, aged between 25 and 76 years, living in the metropolitan region of
Recife. The instruments used were a sociodemographic questionnaire and a semi-structured
interview script. The main results showed that: 1) most caregivers had the conception that AD
is progressive and mainly alters memory; 2) the initial reactions were of confusion because
they did not understand what was happening, with two caregivers already having previous
experience of caring; little by little, the family was adapting; 3) the feelings elicited were
anguish, fear, sadness and anticipatory grief and the need for technical support, as well as
better financial condition; 4) the strategies they used to deal with the disease encompassed the
search for information; family and neighbor support; try to adapt to the patient and provide
activities they enjoy, such as playing games, playing with their great -granddaughter, listening
to music and dancing. It is important to create public policies that enable support for
caregivers in order to provide an adequate place for low-income older adults with AD,
especially during the caregivers' working hours, as well as guide and strengthen family
members for the responsibility of care.
O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. No Brasil, ele acontece diante de
desigualdades sociais, economia frágil, precário acesso aos serviços especializados e
reduzidos recursos financeiros. Nesse cenário, o envelhecimento gera um impacto de
responsabilidades perante a família e a sociedade porque muitos idosos se tornam
necessitados de cuidados, por exemplo, a pessoa com Alzheimer (DA). Esta pesquisa
objetivou compreender as repercussões na família de baixa renda diante da Doença de
Alzheimer (DA), na perspectiva do (a) cuidador (a). Especificamente, almejou: (A)
Caracterizar a percepção do familiar cuidador diante da DA; (B) Compreender as possíveis
mudanças e reações ocorridas no âmbito familiar; C) Identificar os sentimentos e as
necessidades vivenciados pelo familiar cuidador durante o acompanhamento a esse idoso (a);
(D) Analisar as estratégias de enfrentamento frente à necessidade de cuidados constantes aos
pacientes com DA. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa que utilizou como
referencial teórico a abordagem sistêmica. Os participantes da pesquisa foram seis mulheres e
um homem, cuidadores familiares de idosas (os), na faixa etária entre 25 e 76 anos, que
residem na região metropolitana de Recife. Os instrumentos utilizados foram um questionário
sociodemográfico e um roteiro que guiou a entrevista semiestruturada. Os principais
resultados evidenciaram que: 1) a maioria dos cuidadores tinha a concepção de que a DA é
progressiva e altera principalmente a memória; 2) as reações iniciais foram de confusão por
não entenderem o que estava ocorrendo, sendo que duas cuidadoras já tinham experiência
anterior de cuidar; aos poucos, a família foi se adaptando; 3) os sentimentos eliciados foram
de angústia, medo, tristeza e luto antecipatório, e as necessidades de apoio técnico, bem como
melhor condição financeira; 4) as estratégias que utilizavam para lidar com a doença
englobaram a busca de informações; o apoio familiar e de vizinhos; procurar adaptar-se ao
doente e propiciar atividades que eles apreciam como jogar, brincar com a bisneta, ouvir
música e dançar. Pode-se concluir que o cuidador informal se encontra em um contexto de
vulnerabilidade social, pois, além das demandas do cuidado, há dificuldade financeira. Muitos
deixam o emprego, exatamente quando aumenta a despesa com esse (essa) idoso (a). Torna-se
importante a criação de políticas públicas que viabilizem amparo aos cuidadores no sentido de
disponibilizar local adequado para idosos de baixa renda com DA, principalmente durante o
horário de trabalho dos cuidadores, como também orientar e fortalecer os familiares para a
responsabilidade do cuidado.
Descrição
Citação
CERENTINI, Maria Christiane dos Santos. Repercussões na família de baixa renda diante do diagnóstico de Alzheimer na perspectiva do (a) cuidador (a) informal. 2021. 99 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Psicologia. Clínica. Mestrado em Psicologia Clínica, 2021.
