O carnaval do Recife na vigência do Estado Novo: conflitos de classe e construção de identidade no espaço público, 1937-1945.
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Universidade Católica de Pernambuco
Le présent travail a pour but d’étudier les fonctions des manifestations culturelles festives dans
les disputes entre projets politiques dans une société stratifiée en classes sociales et traversée
par la lutte de classes. Pour ce faire, nous avons pris comme objet empirique d’observation le
carnaval de Recife pendant l’État Nouveau, une période de florissante organisation de cette fête
par le pouvoir public et, subséquemment, de rigoureuses impositions disciplinaires. Dans un
premier moment, nous cherchons à caractériser et à historiciser le modèle de carnaval engendré
par l’État Nouveau, dont la principale matrice a été implantée à Rio de Janeiro, alors capitale
du pays, dans la perspective de bâtir un pôle de rayonnement vers d’autres régions,
particulièrement le Pernambouc. Ensuite nous traitons des deux courants de lecture, provenants
des traditions historiques, qui se penchent sur le carnaval et qui présentent respectivement la
fête carnavalesque comme une manifestation de nivellement et de concorde sociale et, à
l’opposé, une autre compréhension de ce que l’expérience du carnaval opère comme un renfort
symbolique et effectif des inégalités et contradictions de classes dans une société capitaliste
autoritaire et centralisatrice organisée sur les fondations de l’État Nouveau. Pour ce faire, nous
puisons dans les références théoriques gramsciennes, particulièrement les concepts de culture
et hégémonie.
Este trabalho tem por objetivo investigar o papel das manifestações culturais festivas, nas
disputas entre projetos políticos vigentes em uma sociedade estratificada em classes sociais e
permeada pela luta de classes. Com esse intuito, tomou-se como objeto empírico de observação
o carnaval do Recife durante o Estado Novo, período de crescente organização da festa por
parte do poder público e consequentemente de rigorosa imposição disciplinadora. Em um
primeiro momento, procura-se caracterizar e historicizar o modelo de carnaval gestado pelo
Estado Novo, cuja matriz principal foi implantada no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, na
perspectiva de constituir um polo irradiador desse tipo de carnaval para outras regiões do país,
em particular Pernambuco. Em seguida, discutem-se os dois grandes blocos de leitura,
provenientes das tradições históricas que se debruçaram sobre o carnaval, que apresentam
respectivamente a festa carnavalesca como manifestação de nivelamento e congraçamento
social e, em antagonismo a esta, outro entendimento de que a experiência do carnaval procede
como reforço simbólico e efetivo das desigualdades e contradições de classe em uma sociedade
capitalista autoritária e centralizadora, organizada sobre os fundamentos do Estado Novo. Para
tanto, faz-se uso do referencial teórico gramsciano, particularmente dos conceitos de cultura e
hegemonia.
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Citação
CABRAL, José Jairo Ferreira. O carnaval do Recife na vigência do Estado Novo: conflitos de classe e construção de identidade no espaço público, 1937-1945. 2020. 106 fl. Relatório técnico (Mestrado) - Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em História. Mestrado Profissional em História, Recife, 2020.
